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O mercado mundial de algodão deve operar com oferta mais apertada na safra 2026/27. Segundo dados do USDA compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o consumo global de pluma foi estimado em 26,76 milhões de toneladas, acima da produção projetada em 25,54 milhões de toneladas.
A diferença entre produção e consumo é de aproximadamente 1,22 milhão de toneladas.
Na comparação com a safra 2025/26, a produção mundial deve recuar 3,80%, enquanto a demanda avança 1,48%.
Segundo o Imea, a retração da oferta é puxada principalmente por Estados Unidos, Turquia e Paquistão. Nos EUA, a produção foi projetada em 2,87 milhões de toneladas, queda de 5,01% frente à temporada anterior, reflexo de uma menor produtividade esperada.
Entre os principais produtores, a Índia aparece na direção oposta, com produção estimada em 5,23 milhões de toneladas, alta de 0,84% na comparação anual.
Com a produção abaixo do consumo, os estoques finais globais foram projetados em 15,21 milhões de toneladas, retração de 7,23% frente à safra 2025/26.
No comércio internacional, as exportações mundiais devem alcançar 9,63 milhões de toneladas, acompanhando a necessidade de abastecimento dos mercados diante do balanço mais ajustado.
O cenário internacional mais apertado ocorre em um momento em que o algodão também volta a ganhar competitividade no planejamento da safra brasileira 2026/27. No entanto, o foco do novo balanço está na redução da folga global entre oferta e demanda, e não na disputa de área no mercado doméstico.