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Após uma sessão marcada por oscilações, os futuros da soja terminaram o dia próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago. No Brasil, preços também tiveram pouca movimentação, em um mercado à espera de novos direcionadores nesta quarta-feira (16).
“De manhã o mercado esteve bem firme, subindo perto de 10 pontos, o comprador querendo soja aqui nos nossos portos, estava pagando melhor – chegando a superar os R$ 165,00 na soja de outubro – mas agora a tarde pagando um pouco menos. E mais cedo tivemos boas oportunidades também da safra nova, todas acima dos R$ 150,00, algumas se aproximando dos R$ 160,00”, relatou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
O movimento nesta quarta no mercado nacional, portanto, foi mais lento, e também com os produtores mais contidos diante de algumas incertezas. “O pessoal está um pouco mais desconfiado da economia brasileira, desconfiado do que vem pela frente, muitos temendo as eleições. A situação do Supremo deixou muito produtor nervoso. Ou seja, uma situação que deixa o produtor com um pé atrás, deixando ele muito receoso com o que pode vir na sequência, principalmente, em relação ao dólar”, detalha Brandalizze.
Ainda como explicou o consultor, todos os dias saem novos negócios, mas o ritmo perdeu um pouco mais de fôlego nos últimos dias em função dos últimos acontecimentos. Ainda assim, Brandalizze destaca a recente e generalizada valorização que os preços registraram em todo o país, dando espaço a bons negócios entre os sojicultores brasileiros.
LATERALIZAÇÃO EM CHICAGO
A soja encerrou a sessão desta quarta-feira com leves altas na Bolsa de Chicago, depois de passar boa parte do dia alternando entre altas e baixas. O contrato novembro/26, atualmente o mais negociado, terminou em US$ 13,21 por bushel e o março/27 com US$ 13,46 por bushel. O maio, referência para a safra brasileira, foi a US$ 13,52.
O comportamento do mercado nesta quarta-feira reforça o cenário de lateralização dos preços, depois de uma sequência recente de fortes oscilações. O novembro chegou a atingir máxima de US$ 13,3225 durante os negócios, mas perdeu sustentação ao longo da sessão e terminou próximo da estabilidade.
Na véspera, a soja havia avançado mais de 1%, com o novembro/26 encerrando a terça-feira em US$ 13,1850 por bushel. Assim, parte dos negócios desta quarta-feira refletiu também um movimento de acomodação após a valorização anterior.
Com a soja americana entrando na reta final da temporada e o mercado brasileiro avançando para o início da safra 2026/27, os participantes seguem atentos principalmente ao ritmo da demanda internacional, às compras chinesas, ao andamento da nova safra dos Estados Unidos e ao comportamento do câmbio e dos prêmios no Brasil.
Por enquanto, sem um novo fator capaz de provocar uma mudança mais contundente, a sessão desta quarta-feira termina deixando a soja mais uma vez próxima da estabilidade, tanto em Chicago quanto no mercado físico brasileiro.