
O plantio de arroz avança no Rio Grande do Sul, principalmente na Fronteira Oeste, mas as chuvas volumosas têm condicionado o ritmo das operações. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, produtores precisam retirar a água dos talhões para dar continuidade à semeadura e evitar problemas no estabelecimento das lavouras.
O estabelecimento da safra 2026/27 ainda está em fase inicial. Enquanto a semeadura avança nas áreas da Fronteira Oeste, outras regiões produtoras começam as operações de implantação da cultura.
Nas áreas atingidas por maiores volumes de chuva, a drenagem se tornou necessária para permitir a continuidade do plantio. O excesso de água também exige atenção para evitar dificuldades na germinação e na emergência das lavouras já semeadas.
Os rizicultores intensificaram o preparo, a sistematização, a dessecação e o manejo das áreas destinadas ao cultivo. As operações incluem tanto sistemas de pré-germinado quanto a semeadura em solo seco.
Na Região Sul, os níveis de reservação de água dos mananciais e barragens foram recompostos pelas precipitações registradas durante agosto.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a área projetada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para a safra 2026/27 é de 861.779 hectares. A produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura avançou significativamente entre 14 e 18 de setembro.
Nas áreas que receberam maiores volumes de chuva, os trabalhos estão concentrados na retirada da água dos talhões. A medida busca permitir a continuidade do plantio e reduzir problemas de germinação e emergência.
Também foram realizadas aplicações de herbicidas dessecantes para viabilizar o plantio direto, além de herbicidas pré-emergentes e de dessecantes no estádio de ponto de agulha. O objetivo é manter a cultura livre de plantas daninhas no início do ciclo.
Em Quaraí, a área semeada alcança 20% da estimativa municipal. Em Uruguaiana, o plantio chegou a 15%.
Em Dom Pedrito, município tradicionalmente responsável pela maior área de arroz da Região da Campanha, a semeadura começou em ritmo lento. Até o momento, o plantio alcançou 1% dos 34 mil hectares previstos.
Na região administrativa de Pelotas, o plantio também foi iniciado. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a estimativa inicial para a safra é de 167.818 hectares.
Grande parte das áreas já está sistematizada e nivelada, com marachas implantadas e plantas de cobertura dessecadas. Os produtores aguardam condições adequadas de solo para avançar com a semeadura.
Na região de Santa Rosa, em Santo Antônio das Missões, a expectativa é de manutenção da área cultivada em relação ao ano anterior, em cerca de 400 hectares.
Em Garruchos, por outro lado, a área prevista foi significativamente reduzida e deverá ficar próxima de 25 hectares, deixando de representar uma cultura de expressão municipal.
Na região de Soledade, os trabalhos de manejo das áreas destinadas ao arroz pré-germinado foram acelerados. Nas áreas destinadas à semeadura em solo seco, começaram as operações de dessecação.
Além do andamento do plantio, os preços do arroz também apresentaram movimento de alta no Estado.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, o valor médio da saca de arroz de 50 quilos subiu 0,81% no levantamento semanal, passando de R$ 78,76 para R$ 79,40.