O Brasil exportou 176,3 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada nos primeiros 18 dias úteis de setembro de 2026, segundo dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A média de 9,79 mil toneladas por dia útil ficou 31,5% abaixo da registrada em setembro do ano passado.
Os embarques renderam US$ 1,11 bilhão no período. A receita média diária foi de US$ 61,66 milhões, recuo de 23,3% em relação aos US$ 80,34 milhões por dia útil de setembro de 2025. Embora o Brasil esteja vendendo menos carne em quantidade, a queda no faturamento foi menor porque o produto alcançou um preço médio mais alto.
De acordo com o MDIC, a tonelada exportada em setembro de 2026 saiu, em média, por US$ 6.296,87, contra US$ 5.617,87 em setembro de 2025. A valorização de 12,1% ajudou a amortecer o impacto da redução dos embarques sobre a receita.
Para o pecuarista, os dados mostram duas forças atuando em sentidos diferentes. O menor volume vendido ao exterior reduz uma fonte de demanda por bois para abate. Por outro lado, o preço mais alto da carne exportada preserva parte do faturamento da indústria. O resultado para a arroba dependerá de como esse equilíbrio se combinará com a oferta de animais e com as vendas no mercado interno.
A comparação entre setembro de 2026 e setembro de 2025 deve ser feita pelas médias diárias, como apresenta o MDIC. O mês atual ainda está em andamento, com 18 dias úteis contabilizados no levantamento, enquanto setembro do ano passado reúne 22 dias úteis.