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Os preços do algodão encerraram a sessão desta quarta-feira (30) em queda na Bolsa de Nova York, concluindo setembro com perdas expressivas. O vencimento outubro/26 recuou 0,34 cent (-0,45%), fechando a 74,79 cents/lb. O dezembro/26 também perdeu 0,34 cent (-0,43%), para 78,52 cents/lb. Já o março/27 caiu 0,37 cent (-0,45%), encerrando a 81,38 cents/lb, enquanto o maio/27 registrou baixa de 0,35 cent (-0,42%), a 83,08 cents/lb.
No balanço mensal, as perdas chegaram a 18,44% no contrato outubro/26, que passou de 91,70 cents/lb no fechamento de agosto para 74,79 cents/lb nesta quarta-feira. O dezembro/26 recuou 15,69%, de 93,14 para 78,52 cents/lb. Já o março/27 perdeu 14,45%, passando de 95,14 para 81,38 cents/lb, enquanto o maio/27 caiu 13,68%, de 96,25 para 83,08 cents/lb.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas na terça-feira (29), o consultor independente Pery Passotti explicou que a valorização anterior foi impulsionada pelas preocupações com as condições das lavouras nos Estados Unidos, que levaram os fundos de investimento a ampliar suas posições compradas no mercado futuro.
Segundo Passotti, a partir de setembro os fundos começaram a reduzir essas posições, movimento que ganhou força nos últimos dias com o avanço da colheita norte-americana. Com os trabalhos no campo avançando, diminui o espaço para preocupações com possíveis problemas na produção dos Estados Unidos.
No mercado interno, a comercialização de algodão em pluma também seguiu lenta nos últimos dias, segundo o Cepea. Os agentes estão concentrados no cumprimento de contratos a prazo, principalmente os destinados à exportação. Com isso, as negociações no mercado spot ocorrem de forma pontual, enquanto os preços oscilam em uma faixa estreita, entre R$ 4,19 e R$ 4,22 por libra-peso.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as indústrias têm comprado apenas o necessário para atender às demandas imediatas ou oferecido valores menores, diante do desempenho das vendas de produtos manufaturados. Do lado vendedor, a capitalização proporcionada pelas programações firmadas anteriormente reduz a necessidade de novas negociações no mercado spot.