![]()
As exportações brasileiras de milho começaram outubro sem apresentar, até agora, a aceleração necessária para mudar de forma mais clara o ritmo observado no fechamento de setembro.
Nos sete primeiros dias úteis do mês, o Brasil exportou 1,73 milhão de toneladas do cereal, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A média diária ficou em aproximadamente 247,3 mil toneladas, 16,3% abaixo das 295,5 mil toneladas por dia registradas em outubro de 2025.
O dado mostra uma diferença anual menor do que a observada no fechamento de setembro, quando a média diária terminou 27,8% abaixo do mesmo mês do ano passado. Essa melhora relativa, porém, não veio de uma aceleração significativa dos embarques.
Em setembro, o Brasil exportou em média cerca de 248,2 mil toneladas de milho por dia, praticamente o mesmo ritmo observado neste início de outubro.
O comportamento mantém o desafio para o programa brasileiro de exportações nos próximos meses.
Em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta terça-feira, Eduardo Vanin, analista da Agrinvest, avaliou que o Brasil precisaria embarcar aproximadamente 6 milhões de toneladas em novembro, outros 6 milhões em dezembro e cerca de 5 milhões em janeiro para alcançar 38 milhões de toneladas exportadas no ciclo.
Os primeiros números de outubro, portanto, ainda não mostram uma mudança expressiva na velocidade dos embarques frente ao mês passado.
O preço médio segue ajudando a limitar a queda da receita. A tonelada exportada ficou em aproximadamente US$ 231,23 neste início de outubro, valor 11,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
Com isso, a receita média diária recua 6,6% na comparação anual, uma queda menor do que a observada no volume.
As próximas atualizações da Secex serão importantes para indicar se outubro conseguirá ganhar ritmo e reduzir parte da defasagem acumulada pelas exportações brasileiras de milho ao longo dos últimos meses.