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Os preços internacionais da soja operam próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (20), alternando pequenas altas e baixas ao longo da manhã. Depois de iniciar o pregão em campo positivo, os principais vencimentos perderam força, em um mercado que acompanha a entrada da nova safra americana e a recuperação da demanda chinesa.
Por volta das 11h23 (horário de Brasília), o vencimento novembro/26 era negociado a US$ 12,5300 por bushel, com desvalorização de 0,50 ponto. O janeiro/27 recuava 0,25 ponto, cotado a US$ 12,6850, enquanto o março/27 também perdia 0,25 ponto, valendo US$ 12,7750 por bushel.
Na abertura, o contrato novembro/26 chegou a apresentar valorização de 2,75 pontos, negociado a US$ 12,5625 por bushel. A mudança de direção reflete um pregão de oscilações limitadas, sem definição clara de tendência até o momento.
Colheita americana e compras chinesas disputam atenção
O avanço da colheita nos Estados Unidos permanece entre os principais fatores de pressão sobre o mercado internacional da soja.
No relatório divulgado na segunda-feira (19), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que os trabalhos alcançaram 64% da área cultivada, avanço de 18 pontos percentuais em uma semana e resultado próximo da média histórica de 65%.
Segundo informações da Reuters, as condições meteorológicas favoráveis à continuidade dos trabalhos no Meio-Oeste americano contribuem para a pressão sazonal sobre os preços, em um momento de maior disponibilidade do produto.
Por outro lado, a demanda chinesa continua apresentando sinais de recuperação. O USDA informou na segunda-feira que as inspeções semanais de exportação de soja dos Estados Unidos somaram aproximadamente 2 milhões de toneladas, crescimento superior a 80% em relação à semana anterior. A China respondeu por cerca de 1,28 milhão de toneladas do total.
Nesta terça-feira, dados alfandegários chineses divulgados pela Reuters também mostraram que o país importou aproximadamente 360,9 mil toneladas de soja americana em setembro, contra nenhum volume no mesmo mês de 2025.
Entretanto, no acumulado de janeiro a setembro, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos ainda apresentam queda de 34% na comparação anual, enquanto os volumes provenientes do Brasil cresceram 3,4%.
Os números reforçam a importância da disputa comercial entre as duas origens, ao mesmo tempo em que o mercado avalia se a recuperação das compras será suficiente para absorver a oferta americana.
Brasil e câmbio também permanecem no radar
No Brasil, o mercado acompanha o andamento do plantio da safra 2026/27 e as condições climáticas nas principais regiões produtoras.
Análises de mercado também chamam atenção para a influência do câmbio na competitividade entre a soja brasileira e a americana, já que oscilações do real frente ao dólar podem alterar as condições de comercialização e exportação das duas origens.
Com os contratos futuros apresentando variações muito pequenas nesta terça-feira, os investidores seguem atentos à evolução da colheita americana, ao ritmo das compras chinesas e às perspectivas de oferta na América do Sul.