
A produção brasileira de algodão deverá superar as estimativas anteriores na safra 2025/2026, ampliando a disponibilidade da fibra e fortalecendo as perspectivas de exportação. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de algodão (Anea), a colheita deverá alcançar 4,271 milhões de toneladas de pluma, volume 2,2% superior ao projetado em agosto, representando um acréscimo de 93 mil toneladas.
A revisão foi divulgada nesta terça-feira (20) e reflete produtividades acima das expectativas iniciais. Para a safra 2026/2027, a entidade também elevou a projeção de 4,029 milhões para 4,267 milhões de toneladas, crescimento de 5,9%.
De acordo com o presidente da Anea, Dawid Wajs, os resultados da colheita surpreenderam positivamente. Para o próximo ciclo, as estimativas consideram a janela favorável de plantio da soja e as informações dos produtores, embora permaneçam preocupações com possíveis impactos de um episódio intenso de El Niño.
Apesar da maior oferta, a previsão de exportações no segundo semestre de 2026 foi reduzida de 1,604 milhão para 1,578 milhão de toneladas, devido a atrasos na colheita e dificuldades logísticas nos portos. Com isso, os embarques ao longo do ano deverão totalizar 3,392 milhões de toneladas.
Mesmo diante desses obstáculos, a entidade considera possível estabelecer novos recordes de exportação, especialmente no período entre o segundo semestre de 2026 e o primeiro semestre de 2027. Para todo o próximo ano, a projeção é de 3,419 milhões de toneladas exportadas.
A maior produção também deverá elevar os estoques de passagem, estimados em 3,038 milhões de toneladas ao final de 2026 e 3,149 milhões em dezembro de 2027. O consumo doméstico permanece projetado em 745 mil toneladas neste ano e 753 mil toneladas no próximo.