Se depender da Epamig, o arroz de terras altas em Minas irá crescer cada vez mais. O projeto “Expansão e fortalecimento da cadeia produtiva de arroz”, tem o objetivo de gerar e transferir tecnologias para aumentar o cultivo do grão.
Em Minas Gerais, a área cultivada desse produto aumentou 470% na safra 2023/2024, impulsionada, exatamente, pelo aumento expressivo do plantio do arroz de terras altas. Mesmo assim, o Estado, que já foi o 4° maior produtor nacional na década de 1970, hoje ocupa a 18ª posição nacional.
Nessa modalidade de cultivo, a utilização da água depende apenas das chuvas para produção. A expansão desse sistema de cultivo, pode favorecer a distribuição mais segura e estratégica da produção do grão, alimento básico de 84% da população brasileira.
“Trata-se de um sistema de cultivo capaz de promover sustentabilidade, eficiência no uso de recursos e segurança alimentar, principalmente em regiões onde as condições são mais precárias, como Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas Gerais”, destaca a coordenadora do projeto, Janine Guedes.
“Vamos atuar no Estado todo, com destaque especial para agricultores familiares e para as produções no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha”, pontua a pesquisadora, que cita as instituições parceiras do projeto:
“O trabalho será desenvolvido cooperativamente com a Universidade Federal de Lavras (Ufla), a Embrapa Arroz e Feijão, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e institutos federais de Minas Gerais”. A iniciativa conta com recursos de cerca de R$ 2 milhões, oriundos da Fapemig.
Expansão do arroz de terras altas
Segundo o IBGE, aproximadamente 250 municípios que cultivam o arroz, para subsistência e produzem um excedente que é absorvido pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
“Minas Gerais, é o segundo Estado em número de agricultores familiares do país, e atividade tem participação expressiva na produção nacional de grãos. A Emater – MG vem trabalhando junto a esses produtores, para apoiar e viabilizar a comercialização de excedente a esses programas”, informa a pesquisadora.
Novas cultivares
O projeto prevê ações de pesquisa participativa, melhoramento genético, proposição de novas cultivares, avaliação da adaptabilidade de materiais e plantio consorciado ao café. E, ainda, possibilitar a participação dos produtores em nichos de mercado mais rentáveis, incentivar a participação feminina, além de avaliar o uso de óleos essenciais no armazenamento de sementes.
Os resultados dos experimentos serão difundidos, ao longo do projeto, em dias de campo, cursos e treinamentos, reuniões com as associações de mulheres agricultoras e, apresentação dos artigos-resumos em congressos e publicações científicas.