O mercado da soja dá sequência às baixas da sessão anterior na manhã desta terça-feira (01) na Bolsa de Chicago. No primeiro pregão de abril, por volta de 5h40 (horário de Brasília), as cotações perdiam de 2,25 a 2,75 pontos nas principais posições, com o maio sendo cotado a US$ 10,12 e o agosto, US$ 10,23 por bushel.
Os traders sentiram a pressão de estoques trimestrais maiores nos EUA sendo divulgados ontem pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mais do que encontraram força na área de plantio que deverá ser 4% menor em relação à safra anterior e o movimento continua hoje.
A redução de área há muito vinha sendo esperada e, por isso, não foi novidade suficiente, na proporção em que foi reportada, para promover uma alta nova entre os futuros da oleaginosa. Do mesmo modo, estoques mais altos em um momento em que a demanda pelo grão norte-americano está mais baixa – pela guerra comercial e pela natural competitividade maior da soja do Brasil em função do momento da temporada – são um fator que preocupa mais.
Assim, daqui em diante os traders monitoram ainda mais o clima nos EUA, as relações comerciais dos EUA e o comportamento da demanda, ainda muito focada na soja brasileira. Ontem, a junção de baixa em Chicago, no dólar e nos prêmios tirou até R$ 4,00 do flat price da oleaginosa no Brasil.
Analistas e consultores acreditam que o mercado ainda deve enfrentar muita volatilidade à frente, em especial por conta do clima, mas também pelas mudanças que os números de área deverão sofrer daqui em diante.
Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira: