
O processamento de soja no Brasil alcançou 33,6 milhões de toneladas entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 8,3% sobre o mesmo período do ano passado, considerando o ajuste pelo percentual amostral. O resultado acompanha a revisão das projeções da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) para o Complexo soja neste ano.
Somente em julho, as indústrias processaram 5,13 milhões de toneladas do grão. O volume ficou 1,9% acima do registrado em junho e superou em 7,4% o resultado de julho de 2025, também após o ajuste amostral.
Com o desempenho do processamento, a ABIOVE elevou em 0,3% sua expectativa para o volume de soja destinado ao esmagamento em 2026, que passou para 63,5 milhões de toneladas. A estimativa para a produção brasileira de soja em grão, por outro lado, foi mantida em 180,4 milhões de toneladas, em linha com os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para as exportações, a projeção passou a 115 milhões de toneladas, redução de 0,3% em relação à estimativa anterior. As importações permanecem previstas em 900 mil toneladas.
As novas projeções também trouxeram ajustes para os derivados. A produção de farelo de soja foi elevada em 0,4%, para 48,9 milhões de toneladas. A previsão de exportação do produto não mudou e segue em 25,3 milhões de toneladas.
No mercado de óleo de soja, a ABIOVE também aumentou em 0,4% a expectativa de produção, agora calculada em 12,8 milhões de toneladas. A principal revisão ocorreu nas vendas externas: a projeção de embarques passou para 1,8 milhão de toneladas, alta de 5,9% sobre a estimativa anterior. A importação permanece calculada em 125 mil toneladas.