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Os preços futuros do milho iniciaram a quinta-feira (5) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando a recuperação observada no pregão anterior. O contrato dezembro/26 voltou a se aproximar dos US$ 4,48 por bushel, enquanto o mercado acompanha novos indicadores de demanda norte-americana, incluindo exportações recordes em setembro e a expectativa de divulgação do relatório semanal de vendas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Por volta das 8h30 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,4775 por bushel, com valorização de 3,50 cents, equivalente a 0,79%. O março/27 também avançava 3,50 cents, cotado a US$ 4,6175, enquanto o maio/27 apresentava ganho de 3,25 cents, para US$ 4,6975. O julho/27 subia 3,00 cents, negociado a US$ 4,7650 por bushel.
A valorização prolonga a reação de quarta-feira (4), quando o dezembro/26 terminou a US$ 4,4450 por bushel, com ganho de 0,40%. Durante aquele pregão, o contrato chegou a negociar abaixo dos US$ 4,40, mas recuperou terreno ao longo da sessão, interrompendo duas quedas consecutivas.
Apesar da melhora recente, Chicago ainda enfrenta um cenário de expectativas de oferta elevada, com a colheita americana avançando e os operadores aguardando novas estimativas de produção.
Exportações americanas atingem recorde para setembro
Os dados mais recentes do Census Bureau dos Estados Unidos acrescentaram uma referência positiva para a demanda internacional pelo milho norte-americano.
Segundo informações repercutidas pelo Barchart, as exportações americanas do cereal alcançaram 7,084 milhões de toneladas em setembro de 2026, volume recorde para o mês e 0,48% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Na comparação com agosto, entretanto, os embarques apresentaram redução de 4,56%.
O levantamento também mostrou crescimento de 35,99% nas exportações americanas de etanol na comparação anual, para 208,99 milhões de galões, enquanto os embarques de grãos de destilaria alcançaram 1,094 milhão de toneladas.
Os resultados reforçam a importância da demanda externa para o mercado norte-americano, tanto no comércio direto de milho quanto na comercialização de produtos relacionados à indústria de etanol.
Nesta quinta-feira, os operadores aguardam o novo relatório semanal de vendas para exportação do USDA, referente à semana encerrada em 29 de outubro. As estimativas do mercado apontam negócios entre 800 mil e 1,8 milhão de toneladas para a temporada 2026/27.
Os números serão acompanhados depois de o departamento anunciar vendas expressivas ao México e à Coreia do Sul nos primeiros dias de novembro.
Produção de etanol também oferece referência positiva
Outro indicador recente da demanda doméstica americana veio da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA).
Na quarta-feira, o órgão informou que a produção média de etanol alcançou 1,143 milhão de barris por dia na semana encerrada em 30 de outubro, aumento de 25 mil barris diários em relação à semana anterior.
Os estoques do biocombustível recuaram para 24,434 milhões de barris, redução semanal de 89 mil barris.
Os resultados mostram aumento da atividade industrial, embora não permitam determinar diretamente o volume de milho utilizado pelas usinas durante a semana.
No campo, a colheita americana alcançou 74% da área cultivada até 1º de novembro, segundo o último levantamento do USDA, permanecendo três pontos percentuais abaixo da média histórica.
B3 e perspectivas brasileiras seguem no radar
No Brasil, a atenção se volta ao comportamento dos futuros na B3 depois de uma quarta-feira marcada por oscilações moderadas.
O contrato janeiro/27 encerrou a sessão anterior a R$ 71,69 por saca de 60 quilos, com recuo de 0,11%, enquanto o março/27 avançou 0,40%, terminando a R$ 76,20.
A formação dos preços domésticos permanece condicionada à movimentação de Chicago, ao câmbio e às condições regionais de comercialização.
O mercado também acompanha as expectativas de produção brasileira para 2027. A StoneX elevou recentemente sua estimativa para a primeira safra nacional de milho, passando a projetar 30,68 milhões de toneladas, enquanto a segunda safra está estimada em 113,53 milhões de toneladas.
Para os produtores brasileiros, a recuperação de Chicago nesta quinta-feira representa uma melhora nas referências internacionais, mas a continuidade do movimento dependerá da evolução da demanda e das perspectivas de oferta.
O novo relatório de vendas americanas do USDA poderá acrescentar informações importantes para as negociações ao longo do dia, enquanto a B3 e o mercado físico brasileiro seguirão influenciados pelo câmbio e pelo comportamento dos compradores.