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O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou seu relatório semanal trazendo as condições de tempo e cultivo para as principais culturas do estado.
As atividades de colheita dos cultivos de segunda safra estão avançando no estado, com o feijão chegando a 98%, a batata a 86% e o milho chegando em 10% dos trabalhos.
“A situação da segunda safra de feijão varia significativamente entre as regiões produtoras. Enquanto em algumas áreas o desenvolvimento vegetativo transcorre dentro da normalidade, nas regiões Oeste e Sudoeste a colheita avança em ritmo lento e enfrenta sérios prejuízos qualitativos causados pelo excesso prolongado de chuvas durante a maturação. Relatos pontuais apontam que lavouras mais tardias sofreram perda total em decorrência de temporais com queda de granizo, restando poucas áreas em campo com qualidade comercial severamente comprometida.”, detalha o Deral.
“A colheita da segunda safra de milho apresenta um cenário heterogêneo no estado devido aos contrastes meteorológicos recentes. Nas regiões Norte e Noroeste, o tempo firme permitiu o início e o avanço gradual dos trabalhos de campo em lavouras que se encontram em maturação, mantendo boas perspectivas sanitárias, apesar de relatos pontuais sobre a incidência de manchas foliares. Em contrapartida, nas regiões Oeste e Sudoeste, o excesso de chuvas diárias e a elevada umidade ambiental paralisaram ou desaceleraram drasticamente as colheitadeiras, gerando preocupações com a perda de qualidade dos grãos, incidência de grãos ardidos, espigas abertas e brotamento na própria planta, agravando os prejuízos já consolidados pela estiagem e pelas geadas ocorridas no início do ciclo.”, acrescenta o relatório.
Para os cultivos de inverno, é o plantio que segue avançando com o trigo tendo 98% semeado, assim como a cevada.
“A triticultura atravessa fases que vão desde a semeadura tardia e o desenvolvimento vegetativo inicial até a floração, exibindo um panorama diversificado. De modo geral, as lavouras apresentam boas condições, mas o excesso recente de umidade nas regiões Oeste e Sudoeste acendeu o sinal de alerta devido ao aumento na pressão de doenças fúngicas e manchas foliares, demandando intensificação no manejo sanitário. Em contrapartida, em algumas localidades, observa-se uma retração expressiva ou até ausência de cultivo nesta temporada, motivada pela baixa rentabilidade da cultura, altos riscos associados ao clima e incertezas generalizadas no mercado. Além disso, intempéries climáticas pontuais causaram o acamamento em áreas jovens, que ainda buscam recuperação ao longo do ciclo.”, diz o Departamento.