
A produção de cacau no Pará enfrenta dificuldades de comercialização diante da redução das compras por empresas moageiras. Segundo dados divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a entidade e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) discutiram, na terça-feira (15), medidas para apoiar os produtores e ampliar as alternativas de venda e armazenagem.
A reunião contou com a participação do coordenador de Produção Agrícola da CNA, Guilherme Rios, da assessora técnica Madeliny Saracho Jara e do secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.
Durante o encontro, segundo dados divulgados pela CNA, foram relatadas as dificuldades enfrentadas pelos produtores para escoar a produção diante da redução das compras pelas empresas moageiras.
Com menos opções para comercialização, produtores têm recorrido a cerealistas e intermediários para vender as amêndoas. Em muitos casos, as negociações ocorrem por preços inferiores aos de mercado.
“Isso reduz o poder de negociação e pressiona a renda no campo”, explicou Rios.
Diante desse cenário, o coordenador destacou a necessidade de ampliar as alternativas disponíveis aos produtores de cacau, tanto para a comercialização quanto para a armazenagem da produção.
Segundo dados divulgados pela CNA, durante a reunião também foram discutidas alternativas para criar novos meios de comercialização. Entre as possibilidades está a Aquisição do Governo Federal (AGF).
Os participantes também avaliaram instrumentos de crédito rural que possam oferecer suporte aos produtores diante das condições atuais do mercado.
Para a CNA, a busca por alternativas passa pela compreensão dos fatores que levaram à suspensão das compras pelas empresas moageiras e pela criação de canais que permitam aos produtores comercializar a produção em condições mais favoráveis.
“É preciso entender o que levou à suspensão das compras e, paralelamente, buscar alternativas que garantam canais de comercialização e melhores condições para o produtor, evitando que ele fique pressionado a vender a produção a preços desfavoráveis”, afirmou Guilherme Rios.