![]()
O mercado da soja engatou em um movimento expressivo de correção e realização de lucros e fechou o dia com baixas de dois dígitos nesta quinta-feira (7) na Bolsa de Chicago. “O dia foi marcado pela correção da valorização das sessões anteriores”, afirma o analista de mercado da Pátria Agronegócios, Vinícius Ferreira.
As perdas entre as principais posições variaram 12,25 e 16,50 pontos, levando o julho a US$ 11,81 e o novembro a US$ 11,80 por bushel.
Os futuros do grão acompanham as perdas do óleo de soja, que passam de 1%, refletindo uma correção vinda também do petróleo, que perde mais de 2%, também devolvendo o que subiu na sessão anterior diante das últimas notícias vindas do Oriente Médio sobre as relações entre EUA e Irã. De outro lado, o farelo fechou o pregão subindo mais de 1%, o que ajudou a trazer algum suporte aos preços.
Apesar disso, o mercado permanece também focado em seus fundamentos, em especial o clima no Meio-Oeste americano, além da demanda da China .
“Com poucas alterações nas perspectivas climáticas para os Estados Unidos e demais regiões produtoras do Hemisfério Norte, as atenções voltam-se ao cenário geopolítico, diante da retomada das tensões entre Irã e Estados Unidos. Com poucas alterações nas perspectivas climáticas para os Estados Unidos e demais regiões produtoras do Hemisfério Norte, as atenções voltam-se ao cenário geopolítico, diante da retomada das tensões entre Irã e Estados Unidos”, explica o time de análises do Grupo Labhoro.
Os mapas para os próximos 6 a 10 dias continuam sinalizando temperaturas acima da média e chuvas abaixo, o que poderia expor os campos norte-americanos a algum estresse térmico, comprometendo a produtividade da safra 2026/27.


Ainda nesta quinta-feira, o mercado da soja recebeu ainda a notícia de mais soja sendo comprada pela China nos EUA, porém, sem grande impacto no mercado.
Este é o segundo anúncio de vendas dos Estados Unidos para a China feito nesta semana pelo USDA, confirmando os rumores que circulavam nos bastidores do mercado nas últimas semanas. A informação, todavia, já não causa grande furor entre os preços da commodity negociados na Bolsa de Chicago – que hoje recuam – justamente por já terem sido precificadas antes.
“A China não tem a necessidade de compra iminente, boa parte destas compras tem sido feita por lobby. A China está enxergando um mercado mais altista a longo prazo, porque ela passa agora por uma estocagem saudável na base portuária, com os maiores níveis desde 2022, as margens de esmagamento não estão nem perto de estarem em patamares saudáveis agora”, explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira.
No Brasil, os preços também perderam força. As baixas em Chicago vieram acompanhadas de um recuo do dólar de 0,5%, que voltou aos R$ 5,12 e, apesar de ainda estarem fortalecidos em relação às semana anteriores, apresentaram indicadores mais baixos nesta quinta-feira.