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Soja ainda opera de lado nesta 5ª em Chicago, apesar de nova disparada do óleo

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Depois de começar o dia realizando lucros e testando leves baixas, os futuros da soja voltaram a subir, mas de forma contida na Bolsa de Chicago, e logo passaram a operar em campo misto. No início da tarde desta quinta-feira (16), por volta de 12h05 (horário de Brasília), o maio perida 1 ponto,  valendo US$ 11,66 e o agosto, com US$ 11,77 por bushel, subia 0,50 ponto. 

O óleo volta a disparar, sobe mais de 2% e dá suporte aos futuros do grão, com o maio valenod 69,13 cents de dólar por libra-peso. Já no farelo, a realização de lucros continuava e o derivado recuava 0,4%. 

Outro fator no radar dos investidores segue sendo o ambiente macroeconômico e financeiro global, que mantém muito viva e presente a volatilidade nas commodities. Nesta quinta-feira, ainda sem um acordo firmado entre EUA e Irã, os preços do petróleo têm novas altas, intensificando seus ganhos ao longo do pregão, auxiliando nos ganhos do óleo. 

Perto de 12h20 (Brasília, o WTI subia mais de 2% para US$ 93,28 por barril e o brent, 3,28% pra voltar aos US$ 98,04.  

Com isso, o mercado da soja inicia o dia em baixa, devolvendo parte dos ganhos recentes, enquanto agentes seguem atentos a novos fundamentos que possam definir a tendência dos preços no curto prazo, entre eles o clima nos Estados Unidos e o avanço do plantio 2026/27, além da reunião que terão em Pequim, no mês que vem, Donald Trump e Xi Jinping. 

Uma leve alta do dólar frente ao real – de 0,33% para R$ 5,01 – também ajudam a manter alguma pressão sobre os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. E assim, os preços no mercado brasileiro continuam pressionados, mas ainda buscando alguma estabilidade. Neste ambiente, a indústria esmagadora, inclusive, já paga melhor pela soja brasileira do que a exportação, em até R$ 5,00 por saca, como explicou o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira.

E nesta quinta, a ABIOVE (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais) atualizou suas estimativas para o esmagamento de soja no Brasil e estima uma volume recorde de 62,2 milhões de toneladas. 

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