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Soja amplia perdas em Chicago com óleo caindo mais de 1% e mesmo após dos EUA à China

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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago passaram a operar no campo negativo e ampliaram as perdas ao longo desta quarta-feira (14), com o mercado sentindo também a pressão dos derivados. Nem mesmo o anúncio de uma nova venda de 470 mil toneladas de soja dos Estados Unidos para a China foi suficiente, até este momento, para devolver sustentação às cotações.

 

Por volta das 13h44 (horário de Brasília), o novembro/26 recuava 7 pontos, cotado a US$ 12,76 por bushel, enquanto o janeiro/27 perdia 8 pontos, a US$ 12,92 por bushel. Março e maio cediam 8,75 pontos, negociados a US$ 13,00 e US$ 13,09 por bushel, respectivamente.

Entre os derivados, o destaque negativo era o óleo de soja, que caía 1,50%, cotado a 67,00 cents por libra-peso. O farelo também operava no vermelho, com baixa de 0,91%, a US$ 359,90 por tonelada curta. Com os dois derivados pressionados, todo o complexo encontra mais dificuldade para reagir.

A queda acontece justamente em uma sessão marcada por uma notícia importante do lado da demanda. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que exportadores privados venderam 470 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano comercial 2026/27.

O tamanho da operação reforça a presença chinesa no mercado norte-americano, mas a reação dos futuros mostra que, neste momento, a compra sozinha não é suficiente para neutralizar os demais fatores de pressão sobre Chicago.

Além do comportamento do óleo e do farelo, os traders seguem acompanhando a entrada da nova safra dos Estados Unidos com o avanço da colheita, enquanto direcionam cada vez mais atenção ao ritmo das compras chinesas e ao desenvolvimento do plantio da temporada 2026/27 no Brasil.

No mercado brasileiro, a movimentação de Chicago continua sendo acompanhada em conjunto com dólar e prêmios, que determinarão quanto dessa pressão externa efetivamente chegará aos preços pagos ao produtor. O dólar volta a subir nesta quarta, testa os R$ 5,03 e dá espaço ao suporte para os preços, porém, a pressão ainda é evidente e o ritmo dos negócios já reduziu de forma significativa nas últimas semanas. 

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