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Os futuros da soja seguem trabalhando em alta na manhã desta quarta-feira (16) na Bolsa de Chicago, dando continuidade ao movimento positivo registrado na sessão anterior. O avanço acontece em meio à sustentação observada também nos derivados, principalmente no farelo de soja, enquanto o óleo de soja mantém desempenho positivo, mas um pouco mais contido, nos contratos mais próximos.
Por volta de 7h40 (horário de Brasília), as cotações da oleaginosa subiam de 8,50 a 10 pontos, com o vencimento novembro já valendo US$ 13,28 por bushel, enquanto o março tinha US$ 13,52 e o maio, US$ 13,58.
Na sessão anterior, a soja fechou o dia com mais de 1% de alta nos principais contratos, enquanto o farelo avançou 2,58%, impulsionado por dados de processamento nos Estados Unidos. E o farelo continua sendo um dos principais pontos de sustentação para a soja.
O comportamento do derivado ganha importância para a formação das margens de esmagamento e para a própria precificação da soja, especialmente diante da atenção do mercado aos dados de processamento norte-americano.
O óleo de soja também registra ganhos nos vencimentos mais próximos, mesmo com um movimento de realização de lucros, após pregões consecutivos de altas fortes. E embora tenha recue nesta quarta-feira, permanece em níveis elevados diante das tensões no Oriente Médio e das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento.
Além do comportamento dos derivados e da energia, o mercado continua monitorando o avanço da colheita norte-americana e os possíveis impactos de condições climáticas sobre os trabalhos de campo. Chuvas persistentes em áreas do Meio-Oeste dos Estados Unidos podem atrasar atividades de colheita de milho e soja, mantendo um componente climático no radar dos investidores.
Do mesmo modo, as atenções estão ainda sobre a demanda – em especial por parte da China – e às expectativas em relação ao encontro entre Donald Trump e Xi Jinping nos próximos dias, em Washington.