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Soja & Milho: Expectativas indicam redução de produção, produtividade e estoques nos EUA, USDA pode surpreender

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A sexta-feira (11) promete ser de forte volatilidade na Bolsa de Chicago, com os mercados todos aguardando pela divulgação do novo relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), com os traders buscando garantias de que o intenso rally de preços visto desde o final de agosto tem sustentação nos fundamentos. E nesta quinta-feira (10), à espera dos números atualizados, as cotações disparavam, com liderança do complexo soja.

De acordo com o analista chefe da DTN, Rhett Montgomery, o mercado vive um momento histórico. Enquanto em setembro do ano passado a soja operava na casa dos US$ 10,30 por bushel na CBOT, agora pelo reporte do USDA rompendo a barreira dos US$ 13,00 por bushel. No milho, o contrato dezembro chegou a acumular uma alta de quase 90 centavos desde meados de agosto, com movimentos muito pautados pelo cenário geopolítico conturbado, é bem verdade, porém, também com uma base forte estabelecida pelos fundamentos de relações mais enxutas de oferta e demanda. 

Agora, os investidores esperam que o USDA confirme o cenário altista nos números que chegam neste 11 de setembro, às 13h (horário de Brasília). A pressão sobre o órgão americano vem de dois lados: clima e demanda.

Ainda segundo analistas e consultores, o mercado já está fortemente “comprado” na ideia de perdas na safra dos Estados Unidos e na confirmação da demanda aquecida. Assim, se o USDA vier mais “conservador” nos cortes, Chicago pode sofrer uma forte realização de lucros entre os futuros, principalmente, de soja e milho. 

SOJA

Na soja, as vendas antecipadas dos EUA são maiores em mais que o dobro do registrado em 2025. Enquanto o USDA estimou em agosto exportações na casa de 45,18 milhões de toneladas, analistas como Montgomery já projetam volumes acima de 47,03 milhões de toneladas. 

Somado a isso, o consenso do mercado é de que o boletim traga uma produtividade menor para 58,74 sc/ha. Com produção menor e exportação aquecida, os estoques finais dos EUA poderiam também ser revisados para baixo, ficando em 7,89 milhões de toneladas. A produção poderia baixar de 122,99 para 122,23 milhões de toneladas.

No cenário global, os estoques finais de soja podem cair levemente de 125,12 para 125,10 milhões de toneladas da safra velha, enquanto os da safra nova de 124,21 para 123,15 milhões de toneladas.  

MILHO

No caso do milho, a produtividade esperada também é menor em relação a agosto e poderia cair de 189,03 para 186,31 sacas por hectare, o que levaria a produção norte-americana 2026/27 a cair nas estimativas do USDA de 406,73 para 400,74 milhões de toneladas. E assim, os estoques finais do cereal poderiam vir de 41,99 a 38,38 milhões de toneladas.

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