
Os mercados agrícolas iniciam esta terça-feira com cautela, diante de ajustes nos preços, avanço das colheitas nos Estados Unidos e atenção aos desdobramentos geopolíticos. Segundo a TF Agroeconômica, soja, milho e trigo apresentam movimentos moderados, enquanto fatores ligados à demanda, oferta internacional e energia seguem no radar dos investidores.
A soja opera em leve baixa após a recuperação da sessão anterior, com o contrato de novembro próximo de US$ 13 por bushel. A manutenção acima desse patamar é considerada uma referência técnica importante. As compras recentes da China sustentam as expectativas de demanda, enquanto o USDA informou que 58% da safra norte-americana está em boas ou excelentes condições e que a colheita alcançou 6% da área.
No complexo da oleaginosa, o óleo de soja encontra suporte nos preços elevados do petróleo, enquanto o farelo apresenta desempenho mais fraco. O avanço da colheita amplia gradualmente a oferta física e limita um movimento mais forte de alta.
O milho segue lateralizado, ainda refletindo o último relatório do USDA, que estimou produtividade de 178,5 bushels por acre. A colheita chegou a 8% da área, enquanto 57% das lavouras estão em boas ou excelentes condições, acima dos 55% esperados.
No trigo, as quedas são moderadas. A ampla oferta internacional, as exportações do Mar Negro e o conflito entre Rússia e Ucrânia continuam influenciando as negociações. O trigo SRW para dezembro encerrou a sessão anterior perto de US$ 7,10 por bushel, menor nível em três semanas. Nos EUA, 93% do trigo de primavera já foi colhido e 8% do trigo de inverno está plantado. Entre os indicadores, o dólar está em R$ 5,1700, alta de 0,34%, enquanto o Brent é cotado a US$ 106,01, com queda de 0,39%. O Índice Dólar avança 0,12%.