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Soja sobe em Chicago nesta 2ª feira (21), acompanhando altas fortes do milho e do trigo

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Os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (21), acompanhando um movimento positivo generalizado entre os grãos. Por volta das 7h15 (horário de Brasília), o contrato novembro tinha 6,25 pontos de alta, para valer US$ 13,09 e o março/27, US$ 13,35 por bushel, com alta de 5,25 pontos. Os ganhos passavam, portanto, de 0,5% nas posições mais negociadas, enquanto milho e trigo subiam mais de 1%, com o milho valendo US$ 5,32 e o trigo, US$ 7,21 por bushel. 

A recuperação acontece depois das perdas registradas na última sexta-feira, pressionada por realização de lucros e liquidação de posições antes do final de semana. Apesar da queda no último pregão, a oleaginosa ainda terminou a semana com saldo positivo.

Além do suporte vindo do milho e, principalmente, do trigo, o mercado da soja inicia a semana novamente concentrado na demanda chinesa e nas relações comerciais entre Estados Unidos e China.

Dados divulgados neste domingo mostraram que as importações chinesas de soja norte-americana somaram 10,66 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, recuo de 34% frente ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, as compras do produto brasileiro cresceram 5%, alcançando 55,14 milhões de toneladas no período. Somente em agosto, a China importou 12,14 milhões de toneladas de soja de todas as origens.

Apesar dos números menores para o produto norte-americano, as compras chinesas vêm ganhando força mais recentemente. Na última sexta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou uma nova venda de 111 mil toneladas de soja para a China, referente à temporada 2026/27.

E o principal evento para os mercados nesta semana será justamente o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou nesta segunda-feira que Xi fará uma visita de Estado aos Estados Unidos entre os dias 23 e 25 de setembro. Os dois líderes deverão discutir as relações bilaterais e temas econômicos e comerciais.

Para o mercado agro, a atenção estará especialmente voltada para eventuais sinalizações sobre novas compras chinesas de produtos norte-americanos. 

Ao mesmo tempo, a força do milho e do trigo amplia o suporte nesta manhã. O mercado global de grãos vem trabalhando com balanços mais apertados, já que o USDA projeta que o consumo mundial de milho supere a produção em quase 30 milhões de toneladas em 2026/27, no maior déficit em mais de três décadas. Para o trigo, a produção mundial também deverá ficar abaixo do consumo nesta temporada.

A S&P Global aponta que a lentidão nos embarques e o bloqueio dos portos estão acumulando grãos internamente justamente na chegada da safra ucraniana de milho, aumentando os problemas de armazenagem e disponibilidade exportável.

O cereal volta a refletir as preocupações com as exportações do Mar Negro diante da intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia e dos ataques à infraestrutura portuária e de navegação dos dois países. Rússia e Ucrânia respondem juntas por mais de um quarto das exportações mundiais de trigo, e a redução dos embarques vem apertando a disponibilidade global.

E a consultoria internacional SovEcon estima que Rússia e Ucrânia devem exportar, juntas, somente cerca de 8 milhões de toneladas de trigo entre julho e setembro, contra 16,2 milhões no mesmo período do ano passado e média de cinco anos de 18,2 milhões.

Assim, mesmo com a pressão sazonal da colheita norte-americana avançando, os futuros começam a semana sustentados pela combinação entre oferta global mais ajustada, demanda e expectativa sobre as relações comerciais entre Estados Unidos e China.

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