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Após abrirem o pregão desta segunda-feira (6) no campo negativo, os preços internacionais do milho futuro ganharam força e encerraram as atividades levemente positivos na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise da Agrinvest, os preços do milho ganharam sustentação pelos dados de exportação dos Estados Unidos, reportados na tarde desta segunda-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Foram 2,002 milhões de toneladas embarcadas na semana que se encerrou no dia 2 de abril. Os agentes do mercado esperavam algo entre 1,3 e 1,85 milhões.
“A atualização semanal de inspeções de hoje reflete a demanda recorde contínua dos importadores globais de milho, o que pode levar o USDA a aumentar novamente sua meta de exportação para o ano de 2025/26 no relatório de Oferta e Demanda de quinta-feira. O USDA elevou sua previsão de exportação de milho quatro vezes desde agosto, a mais recente em fevereiro, com um aumento de 100 milhões de bushels, para um recorde de 3,3 bilhões de bushels”, pontua Bruce Blythe, analista do Farm Futures.
O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,54 com alta de 1,75 ponto, o julho/26 valeu US$ 4,65 com ganho de 2 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,69 com valorização de 2 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,83 com elevação de 1,75 ponto.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira (2), de 0,39% para o maio/26, de 0,43% para o julho/26, de 0,43% para o setembro/26 e de 0,36% para o dezembro/26.
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3), finalizaram o primeiro pregão da semana com movimentações negativas sendo registradas.
De acordo com a visão de Vlamir Brandalizze, as movimentações de hoje foram técnicas, com investidores olhando para as bolsas positivas, vendendo milho e comprando outras ações.
“O milho ainda é atrativo para quem é consumidor. Esse mercado do milho está barato e vai chegar para frente, quando confirmar que a safra real de milho é muito menor de área plantada do que foi ano passado, começar a trazer impacto nos preços domésticos”, analisa.
Brandalizze ainda explica que, apesar deste cenário e da demanda recorde que teremos para o milho brasileiro em 2026, as cotações da B3 não conseguem avançar mais neste momento devido as altas taxas de juros. “Ninguém quer carregar estoque”, afirma.
Conforme apontado pela SAFRAS & Mercado, 17,9% da segunda safra de milho do Brasil 2025/26 já foi comercializada, diante da produção estimada de 100,585 milhões de toneladas.
“A comercialização de milho safrinha atinge 10,8% no Paraná, 4,3% em São Paulo, 19,8% em Mato Grosso do Sul, 10,5% em Goiás/Distrito Federal, 3,3% em Minas Gerais e 24,4% em Mato Grosso. No Matopiba, a comercialização da safrinha 2026 atinge 15,8% da produção esperada, com 14,9% na Bahia, 20,2% no Maranhão, 6,7% no Piauí e 14,6% no Tocantins”, detalha a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve mais altas do que perdas neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações somente em Sorriso/MT e Eldorado/MS, e percebeu valorizações de Não-Me-Toque/RS, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Luís Eduardo Magalhães/BA e Porto de Santos/SP.