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Após atingir o seu maior patamar em duas semanas no pregão anterior, os futuros da soja operam em terreno negativo na Bolsa de Chicago nesta manhã de quinta-feira (18). O movimento é visto por analistas como uma correção técnica natural, com investidores realizando lucros depois das recentes altas motivadas por rumores de demanda chinesa no mercado americano.
As cotações perdiam entre 7,75 e 9 pontos nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 11,23 e o novembro a US$ 11,41 por bushel.
Após subir forte com as especulações de que a China estaria consultando preços para embarques no último trimestre do ano, os operadores aproveitam a abertura para ajustar posições.
Além disso, o mercado atua com cautela aguardando a divulgação dos dados semanais de exportação de grãos do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que saem hoje, e também se prepara para os novos dados de área que chegam ao final deste mês.
Do mesmo modo, o clima no Corn Belt é mais um fator de atenção. As projeções climáticas para o cinturão agrícola dos EUA continuam no radar dos investidores, limitando quedas mais agressivas diante do risco de estresse hídrico em algumas regiões produtoras, apesar de, neste momento, as condições serem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.