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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou novas vendas de soja e milho nesta quiunta-feira (18). Foram 252 mil toneladas de soja, sendo todo volume da safra 2026/27, com 132 mil para a China e 120 mil para destinos não revelados. De milho foram 285,775 mil toneladas e todo o volume se destinou ao México.
As vendas feitas no mesmo dia, para o mesmo destino e com volume igual ou superior a 100 mil toneladas devem ser sempre informadas ao departamento americano.
O mercado especulou desde o início desta semana sobre a busca da China, pela estatal Sinograin, por novas ofertas de soja no mercado norte-americano, o que deu espaço para altas importanrtes entre terça (16) e quarta-feira (17) na CBOT entre os futuros da oleaginosa. Assim, o impacto da notícia foi, portanto, limitado para as cotações, que seguem recuando no início da tarde de hoje.
E embora a informação seja importante, ela também não se destoa daquilo que o mercado já sabe e espera sobre compras de soja pela China nos Estados Unidos, em especial diante das atuais relações comerciais – e porque não dizer diplomáticas – entre os dois países.
“Trump nos deu um presente e não foi ontem”, afirma o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira, em entrevista ao Bom Dia Agronegócios, na TV Notícias Agrícolas, nesta quinta-feira. “Desde 2018, o conflito comercial (dos EUA) com os chineses está ativo e os chineses têm concentrado todas as suas aquisições de soja no Brasil desde que tenhamos soja a ser exportada. Só não batemos recordes de exportação em ano que temos alguma frustração de safra”.
Pereira destaca, entretanto, o movimento das últimas três semanas, que foi um pouco mais lento, acontecendo em ritmo mediano em relação às anteriores, o que chamou a atenção do mercado.
“Estas últimas três semanas foram um desvio padrão da campanha de exportação do ano de 2026 do Brasil, fogem do que observamos desde o início e precisaremos de outras três semanas para entender se foi apenas um desvio padrão, se voltaremos à normalidade, ou se configurou uma tendência de que o Brasil vá colocar de 109 a 110 milhões de toneladas na exportação, onde caberia algo entre 115 a 116 milhões de toneladas exportadas, para o Brasil engula todo o superávit produtivo que esta safra 2025/26 nos trouxe. Temos 10 milhões de toneladas a mais do que no ano passado, a ser distribuída pela demanda”, detalha.