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Os preços do algodão encerraram a sessão desta terça-feira (30) em alta na Bolsa de Nova York, registrando o segundo avanço consecutivo entre os principais contratos negociados. Apesar dos ganhos nas duas últimas sessões do mês, as cotações encerraram junho com perdas em todos os principais vencimentos.
O contrato dezembro/26 avançou 0,35 cent (+0,46%), encerrando o dia cotado a 76,80 cents/lb. O vencimento julho/26 subiu 0,22 cent (+0,31%), fechando a 72,22 cents/lb. O outubro/26 registrou ganho de 0,22 cent (+0,29%), para 74,99 cents/lb, enquanto o março/27 avançou 0,34 cent (+0,44%), terminando a sessão a 78,14 cents/lb.
Na comparação mensal, os contratos futuros do algodão encerraram junho em queda em relação ao primeiro pregão do mês. O contrato dezembro/26 passou de 80,16 para 76,80 cents/lb, acumulando baixa de 3,36 cents (-4,19%) no período. O julho/26 saiu de 76,64 para 72,22 cents/lb, com recuo de 4,42 cents (-5,77%). O outubro/26 passou de 78,73 para 74,99 cents/lb, registrando perda de 3,74 cents (-4,75%), enquanto o março/27 caiu de 81,32 para 78,14 cents/lb, com desvalorização de 3,18 cents (-3,91%).
Ao longo de junho, as cotações da fibra foram pressionadas, principalmente, pelo recuo dos preços do petróleo. A commodity perdeu força diante da redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, movimento que aumentou a competitividade das fibras sintéticas e pesou sobre o mercado do algodão.
Nesta terça-feira, o mercado também repercutiu o relatório anual de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O levantamento apontou que os produtores norte-americanos semearam 9,85 milhões de acres de algodão nesta primavera, acima da expectativa média do mercado, de 9,6 milhões de acres, e também superior à estimativa divulgada em março, de 9,64 milhões de acres.
Já o relatório semanal Crop Progress mostrou que 97% da área prevista já havia sido plantada até o último domingo, em linha com a média histórica. O levantamento também indicou que 37% das lavouras estavam em fase de formação de botões florais, 1% acima da média, enquanto 9% já apresentavam formação de cápsulas, em linha com o padrão dos últimos cinco anos. A avaliação das lavouras, porém, recuou: 48% da safra foi classificada como boa ou excelente, queda de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior. Esse desempenho ajudou a limitar o impacto negativo do aumento da área plantada sobre as cotações.