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Milho dispara 3% em Chicago e puxa grãos; soja amplia ganhos e sobe quase 20 pontos

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Os grãos aceleraram as altas na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (21), com o milho assumindo a liderança do movimento e avançando quase 3%. A soja também ampliou os ganhos registrados pela manhã e passou a subir mais de 1%, enquanto o trigo acompanhava o movimento positivo, com altas de mais de 2%.

Por volta de 12h50 (horário de Brasília), o milho avançava entre 10,25 e 14,75 pontos nos contratos mais negociados, com o dezembro valendo US$ 5,42 e o março, US$ 5,55 por bushel. A soja, por sua vez, subia de 18 a 20,25 pontos, levando o novembro a US$ 13,23 e o maio a US$ 13,54 por bushel. No trigo, as posições mais negociadas subiam de 9,25 a 13,50 pontos, com o dezembro cotado a US$ 7,27 e o março com US$ 7,43 por bushel. 

Assim, a oleaginosa intensificou a recuperação iniciada nas primeiras horas do pregão, porém o principal destaque desta segunda-feira é o milho, que encontra suporte tanto no movimento generalizado de alta dos grãos quanto na retomada das preocupações geopolíticas.

Segundo informações da Agrinvest Commodities, parte do suporte para milho e trigo vem das novas tensões no Mar Negro. Ataques entre Rússia e Ucrânia voltaram a colocar risco sobre a logística e as exportações da região, adicionando prêmio aos preços em Chicago.

Ao mesmo tempo, a soja encontra suporte adicional na preparação do mercado para o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira. Os traders começam a precificar a possibilidade de novos avanços comerciais entre Estados Unidos e China e, principalmente, a expectativa de que a agricultura volte a fazer parte das negociações.

No fim de semana, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-premiê chinês, He Lifeng, reuniram-se em Nova York na preparação para a cúpula. Segundo a Agrinvest, a avaliação das conversas foi positiva, com avanços especialmente em temas ligados a comércio, tarifas e inteligência artificial.

Até agora, entretanto, não houve anúncio de uma nova rodada de compras chinesas de produtos agrícolas. Para o agro, o movimento permanece sustentado sobretudo pela expectativa de que essas compras possam voltar à mesa das negociações.

A força dos grãos chama ainda mais atenção diante do comportamento de outros mercados nesta segunda-feira, em especial o petróleo. Afinal, os ganhos entre os grãos e a soja se dava mesmo com uma queda acentuada do brent, de mais de 3%, e de quase 5% do WTI, que já operava abaixo do US$ 100,00 por barril. 

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