
O plantio da soja avança em ritmos diferentes pelo país, com chuvas dificultando os trabalhos e preços locais reagindo de forma desigual ao mercado internacional. Segundo a TF Agroeconômica, a recuperação das cotações em Chicago e a alta do dólar ainda não se traduziram em valorização generalizada da saca nas regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, a semeadura alcançou 3% da área prevista, abaixo da média histórica de 5%, mas no mesmo ritmo do ano passado. Conforme a Emater/RS-Ascar, a umidade excessiva, o frio e a baixa radiação solar prejudicam o arranque das lavouras. Em Ijuí, a saca permanece em R$ 145,00, enquanto Passo Fundo registra R$ 146,50.
Em Santa Catarina, Abelardo Luz mantém a referência de R$ 147,00 por saca, na condição FOB. A previsão de novas chuvas exige atenção à programação do plantio e à retirada de grãos, especialmente pelas dificuldades de acesso às propriedades.
No Paraná, 47% da área foi semeada, diante de uma média superior a 55% nas últimas três safras. Por outro lado, as exportações do complexo soja chegaram a 12,79 milhões de toneladas de janeiro a setembro, alta de 3%, com receita de US$ 5,76 bilhões, avanço de 13%. Paranaguá registra R$ 155,50 por saca, contra R$ 144,50 em Cascavel.
Em Mato Grosso do Sul, o plantio chegou a 32%, equivalente a cerca de 1,5 milhão de hectares. Chuvas intensas provocaram erosão em alguns pontos e interromperam operações. Maracaju e Sidrolândia apresentam cotações estáveis de R$ 141,00 por saca.
Já em Mato Grosso, todas as cinco praças acompanhadas pelo Imea registraram recuo, apesar da melhora externa. Os preços variam de R$ 133,80 em Sorriso a R$ 140,25 em Rondonópolis. O cenário reforça a importância de avaliar frete, prazos de pagamento e condições de entrega antes de fechar negócios.