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Os preços do algodão encerraram a sessão desta quarta-feira (4) em alta na Bolsa de Nova York. O vencimento dezembro/26 avançou 1,32 cent (+1,71%), fechando a 78,36 cents/lb. O contrato março/27 subiu 1,26 cent (+1,56%), para 82,16 cents/lb. Já o maio/27 ganhou 1,20 cent (+1,45%), encerrando a 83,75 cents/lb, enquanto o julho/27 avançou 1,17 cent (+1,41%), a 84,22 cents/lb.
Nos Estados Unidos, o relatório semanal de progresso das lavouras do Departamento de Agricultura (USDA) mostrou que 92% dos capulhos estavam abertos, abaixo da média de 95% dos últimos cinco anos. A colheita havia alcançado 63% da área.
No mercado brasileiro, outubro foi marcado por negociações mais lentas e queda nos preços do algodão em pluma, segundo o Cepea. A menor movimentação refletiu a cautela dos agentes, com vendedores concentrados em compromissos já assumidos e indústrias priorizando estoques e contratos fechados anteriormente.
Na última semana do mês, a valorização do dólar mudou a relação entre os preços internos e a paridade de exportação. A partir de 26 de outubro, as cotações brasileiras passaram a ficar abaixo desse referencial, o que levou vendedores a adotar uma postura mais firme nas negociações e contribuiu para a recuperação dos preços.
Mesmo com essa reação, o Indicador CEPEA/ESALQ encerrou outubro a R$ 4,1302 por libra-peso, com queda de 1,05% frente a 30 de setembro. Já entre os dias 26 e 30, avançou 1,7%. Na média do mês, os preços internos ficaram 1,3% acima da paridade de exportação, mas, na última semana, passaram a operar 3,8% abaixo dela.