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Os preços do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira (17) em queda na Bolsa de Nova York, com recuos entre os principais contratos negociados. O contrato dezembro/26 perdeu 0,67 cent (-0,84%), encerrando o dia cotado a 78,63 cents/lb. O vencimento outubro/26 caiu 0,62 cent (-0,80%), fechando a 77,07 cents/lb. O março/27 recuou 0,69 cent (-0,86%), para 80,01 cents/lb, enquanto o maio/27 registrou baixa de 0,68 cent (-0,83%), terminando a sessão a 80,89 cents/lb.
Na comparação semanal, os contratos futuros do algodão registraram perdas em relação ao fechamento da sexta anterior, com o dezembro/26 acumulando queda superior a 3% no período. O contrato dezembro/26 passou de 81,54 para 78,63 cents/lb, acumulando baixa de 2,91 cents (-3,57%) na semana. O outubro/26 saiu de 79,92 para 77,07 cents/lb, com recuo de 2,85 cents (-3,57%). O março/27 passou de 82,91 para 80,01 cents/lb, registrando perda de 2,90 cents (-3,50%), enquanto o maio/27 caiu de 83,64 para 80,89 cents/lb, com desvalorização de 2,75 cents (-3,29%) no período.
Segundo Jack Scoville, analista da Price Futures Group, o mercado continua repercutindo o fraco desempenho das vendas para exportação divulgado pelo USDA na semana passada. O analista também destaca que um sistema tropical levou chuvas a parte das áreas produtoras, enquanto regiões do Sudeste dos Estados Unidos seguem com tempo quente e seco. Apesar de as condições das lavouras permanecerem abaixo das registradas no ano passado, o USDA aponta que o desenvolvimento da safra segue dentro da média, com avanço da formação de botões florais e cápsulas.
Dados destacados pelo Barchart mostram que os compromissos de exportação da safra antiga somavam 11,951 milhões de fardos até 9 de julho, o equivalente a 102% da projeção de exportações do USDA, mas ainda abaixo do ritmo observado em anos anteriores. Os embarques acumulados alcançaram 10,398 milhões de fardos, correspondendo a 88% da meta projetada pelo USDA, também abaixo dos 93% registrados no mesmo período do ano passado.
No mercado financeiro, o índice do dólar (DXY) encerrou o dia com leve alta, apoiado pela valorização do petróleo, que reforçou as expectativas de inflação nos Estados Unidos e alimentou a percepção de que o Federal Reserve poderá manter uma política monetária mais restritiva. Indicadores econômicos divulgados ao longo do dia apresentaram resultados mistos para a economia norte-americana.